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Dos jardins da cidade ao Parque Florestal de Monsanto

O património arbóreo de alguns dos jardins da cidade de Lisboa e a geologia do Parque Florestal de Monsanto foram os temas abordados pela LPN nas Jornadas Europeias do Património 2017.






As  Jornadas Europeias do Património 2017, este ano subordinadas ao tema Património e Natureza, contaram com a presença da LPN nos dias 23 e 24 de setembro com três atividades distintas nos jardins Braamcamp Freire e França Borges e no Parque Florestal de Monsanto.

No dia 23 pela manhã visitámos o jardim Braamcamp Freire no Campo de Mártires da Pátria, no qual os participantes ficaram a conhecer algumas das árvores classificadas de interesse público como são exemplos a Casuarina (Casuarina cunninghamiana), a Metrosídero (Metrosideros excelsa), o Teixo (Taxus baccata) e a Figueira-tropical (Ficus benjamina). Vários cedros e ciprestes também fazem parte do património arbóreo deste jardim, como o Cedro-dos-himalaias (Cedrus deodara), o Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica) e o Cipreste-dos-pântanos (Taxodium distichum).

A visita terminou no miradouro e jardim do Torel no qual é bastante emblemática a Figueira-trepadeira (Ficus pumila) que forma uma parede enorme de cor verde.

Pelas tarde tornámos a sair, desta vez rumo ao jardim França Borges no Príncipe Real. O ex-líbris do jardim é o gigantesco Cedro-do-Bussaco, que na verdade é um cipreste (Cupressus lusitanica) - árvore classificada de interesse público. Do magnífico arboreto deste jardim fazem ainda parte a Tília-prateada (Tilia tomentosa), o Ginkgo (Ginkgo biloba), a Olaia (Cercis siliquastrum), a Araucária (Araucaria columnaris), a Figueira-da-baía-de-moreton (Ficus macrophylla) - árvore classificada de interesse público, entre outras figueiras. Destacam-se também a Magnólia-de-flores-grandes (Magnolia grandiflora), a Nogueira-americana (Juglans nigra) e espécies autóctones como o Pilriteiro (Crataegus monogyna), o Lódão-bastardo conhecido também por Ginginha-do-rei (Celtis australis) e o Buxo (Buxus sempervirens). Do conjunto destas árvores notáveis faz parte o descendente do Plátano de Hipócrates (Platanus orientalis L.), oriundo da ilha de Cós (Grécia).

Seguindo a indicação da Praça da Alegria, a visita terminou à sombra das grandiosas árvores residentes do local, como são a Árvore de Sumaúma (Ceiba pentranda), a Metrosídero (Metrosideros excelsa) e a Corticeira (Erythrina crista-galli).

Pela manhã do dia 24, o Parque Florestal de Monsanto foi o local escolhido para um percurso pedestre onde se deu a conhecer a sua herança geológica e a sua necessidade de preservação, a história (do sílex à reflorestação), a fauna e flora.
O percurso contou com várias pausas para a declamação de poemas fazendo a ponte entre a poesia e a natureza. Logo no início foi declamado o poema de Miguel Torga “Nada no mundo se repete”.
Ao longo do percurso focaram-se os diversos paleoambientes e as rochas que os materializam, e presenciaram-se testemunhos de vulcanismo numa viagem através das Eras e períodos geológicos.
Um dos pontos de interesse do percurso foi um dos Geomonumentos da cidade de Lisboa – o Parque da Pedra, no qual pudemos usufruir de um momento poético, com declamação do poema de Miguel Torga “A Terra”.
O percurso permitiu dar a conhecer as várias espécies de árvores existentes no Parque Florestal de Monsanto e como estas foram evoluindo pelo Parque.
O final da atividade contou com mais uma declamação de um poema, desta vez de Sophia de Melo Breyner “Paisagem”.

Fica o agradecimento aos nossos guias Pedro Lérias e Jorge Fernandes, pela colaboração nestas Jornadas Europeias do Património, bem como a Maria de Lurdes Fernandes pelos momentos poéticos que nos proporcionou na visita a Monsanto.

 
Jardim Braamcamp Freire, Campo de Mártires da Pátria





  Jardim França Borges, Príncipe Real


 

Parque Florestal de Monsanto